
A abrangência dos vocábulos: História que é a "narração metódica dos acontecimentos ou fatos sociais, políticos, econômicos ou intelectuais, dignos de memória, ocorridos na vida da humanidade, de um povo ou de um Estado" e Trajetória que é o "espaço a percorrer de um lugar a outro, a ação de percorrer esse espaço" marcam e mostram os ideais e as lutas de um grupo de profissionais.
Com as definições dessas duas palavras vamos percorrer os caminhos trilhados pelos Bibliotecários, que trabalharam e trabalham com a documentação jurídica no Rio de Janeiro, desde a criação do Grupo de Bibliotecários em Informação e Documentação Jurídica em 1973.
As bibliotecas, no início dos nossos tempos, quanto à escrita convencionada, tinham a função de resguardar documentos e informações importantes, sendo que, pela necessidade de proteção, foram criadas bibliotecas valiosíssimas que eram guardadas em conventos e mosteiros.
Somente os monges tinham acesso aos manuscritos e livros que eram guardados a sete chaves em armários no claustro e nos aposentos internos dos conventos. Essa situação histórica e seus mistérios foram muito bem relatadas na obra de Umberto Eco, "O nome da Rosa".
Os livros eram reproduzidos manualmente pelos monges copistas, acarretando um número muito reduzido de cópias e pouquíssima divulgação das informações contidas nessas obras.
A partir do século XIII surgiram as primeiras universidades na Europa, muitas delas de antigos mosteiros ou ligadas aos conventos. Assim, seus alunos puderam penetrar naquele recôndito mundo das bibliotecas.
Com o nascimento da reprodução tipográfica de textos, a partir da invenção dos tipos móveis de imprensa por João Gutenberg, no meado do século XV, os livros e as informações neles contidas puderam chegar a um maior número de pessoas.
A Revolução Francesa mudou a proposta existente de Biblioteca, no momento em que as grandes bibliotecas religiosas, conservadas em conventos e mosteiros, foram declaradas patrimônio nacional, em 1789, e que coleções de livros e obras de arte da nobreza francesa exilada foram confiscados e colocados ao alcance dos cidadãos comuns em 1791.
As guerras coloniais empreendidas pela França de Napoleão Bonaparte e pela Inglaterra trouxeram à Europa quantidade considerável de material para leitura. Para o Brasil, essas guerras coloniais contribuíram para a vinda de documentos de grande valor histórico, acompanhando a família real portuguesa, em 1808.
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